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quinta-feira, 28 de junho de 2012

Carreiras: veja o que avaliar para decidir em qual setor atuar



Escolher uma carreira entre tantas opções já não é uma tarefa fácil. Mas as dificuldades não param por aí. Um administrador de empresas, um engenheiro, um economista, por exemplo, depois de formados, podem atuar em empresas de diversos setores.
Construção, transporte, consumo, financeiro, petróleo, telecomunicações e tecnologia da informação são algumas das opções. Como, então, optar por um ou outro setor? De acordo com especialistas, há diversos elementos a serem analisados para se chegar a uma conclusão, entre eles, a sua identificação com o setor e a sustentabilidade que ele apresenta.
Na prática, antes de mais nada, o jovem profissional deve fazer uma autoanálise, com o objetivo de levantar quais são os elementos que o motivam. A ideia é responder à seguinte pergunta: que natureza de trabalho é mais atraente para você?
Avaliando os setores
Mas a tarefa não termina aí. Mais do que identificar se gosta ou não do campo, o profissional também deve avaliar o mercado de uma forma geral, tentando observar qual a situação dos setores que ele escolheu.
Um exemplo é o setor têxtil, que há 30 anos era altamente atrativo. Porém, com a maciça entrada de produtos chineses, com preços extremamente competitivos, perdeu muito da sua relevância. O próprio setor de telecomunicações, que foi a grande estrela da vez no início dos anos 2000, por conta das novidades em telefonia móvel, hoje não é a área que domina o mercado.
É claro que o jovem pode afirmar que não tem condições de avaliar até que ponto um setor tem ou não futuro. Porém, embora avaliar o mercado não seja fácil, isso não é motivo para deixar de observá-lo. Na própria faculdade, o estudante tem contato com professores e pesquisas que podem ajudar nesse sentido.
Oportunidades
Outro passo é observar o quanto o setor é extenso ou limitado em relação ao mercado de trabalho. Se o jovem deseja, por exemplo, atuar no segmento de aviação, ele deve ter consciência de que esse campo é altamente restrito, e, por consequência, altamente competitivo.
Por outro lado, se desejar atuar no setor de consumo, o número de oportunidades é muito maior, devido ao imenso número de empresas nacionais e multinacionais atuantes nesse setor.
É importante também entender como o setor funciona. Química pesada, por exemplo, é um setor que atua no meio de uma cadeia de produção muito extensa. Logo, se o profissional se sente motivado ao ver o produto da empresa em que trabalha nas prateleiras do supermercado, talvez não seja uma boa opção.
O que você admira?
Por fim, vale pontuar a questão da admiração. Muitos jovens admiram empresas como Google, Apple, AmBev e Natura que, inclusive, lideraram os rankings de organizações que causam ótimas impressões nos jovens.
Se, por um lado, é importante admirar a empresa em que você trabalha, pois quando você se sente assim, trabalha mais motivado, por outro, é preciso entender de onde vem essa motivação.
Muitos jovens admiram uma ou outra empresa baseados em suas marcas e não necessariamente pelas questões estruturais da organização, o que pode gerar grande frustração. Uma coisa é gostar do produto. enquanto outra bem diferente é ser o empregado da empresa que o produz.
As empresas podem muito bem ter uma marca atraente no mercado, mas ter sérios problemas de gestão. E, além disso, a marca diz muito pouco de como a empresa atua. O Google, por exemplo, é um ambiente onde se valoriza muito a criatividade e a inovação. Portanto, há muita exigência nesse sentido e, se isso não for de interesse do jovem, ele pode não se adaptar.
Para saber das questões estruturais internas da empresa, vale a pena contar com a internet. As redes sociais, por exemplo, são excelentes ferramentas nesse sentido, já que permitem entrar em contato com profissionais de diversas empresas, que podem disponibilizar as informações de que você precisa.
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