Construção, transporte, consumo, financeiro, petróleo, telecomunicações e tecnologia da informação são algumas das opções. Como, então, optar por um ou outro setor? De acordo com especialistas, há diversos elementos a serem analisados para se chegar a uma conclusão, entre eles, a sua identificação com o setor e a sustentabilidade que ele apresenta.
Na prática, antes de mais nada, o jovem profissional deve fazer uma autoanálise, com o objetivo de levantar quais são os elementos que o motivam. A ideia é responder à seguinte pergunta: que natureza de trabalho é mais atraente para você?
Avaliando os setores
Mas a tarefa não termina aí. Mais do que identificar se gosta ou não do campo, o profissional também deve avaliar o mercado de uma forma geral, tentando observar qual a situação dos setores que ele escolheu.
Um exemplo é o setor têxtil, que há 30 anos era altamente atrativo. Porém, com a maciça entrada de produtos chineses, com preços extremamente competitivos, perdeu muito da sua relevância. O próprio setor de telecomunicações, que foi a grande estrela da vez no início dos anos 2000, por conta das novidades em telefonia móvel, hoje não é a área que domina o mercado.
É claro que o jovem pode afirmar que não tem condições de avaliar até que ponto um setor tem ou não futuro. Porém, embora avaliar o mercado não seja fácil, isso não é motivo para deixar de observá-lo. Na própria faculdade, o estudante tem contato com professores e pesquisas que podem ajudar nesse sentido.
Oportunidades
Outro passo é observar o quanto o setor é extenso ou limitado em relação ao mercado de trabalho. Se o jovem deseja, por exemplo, atuar no segmento de aviação, ele deve ter consciência de que esse campo é altamente restrito, e, por consequência, altamente competitivo.
Por outro lado, se desejar atuar no setor de consumo, o número de oportunidades é muito maior, devido ao imenso número de empresas nacionais e multinacionais atuantes nesse setor.
É importante também entender como o setor funciona. Química pesada, por exemplo, é um setor que atua no meio de uma cadeia de produção muito extensa. Logo, se o profissional se sente motivado ao ver o produto da empresa em que trabalha nas prateleiras do supermercado, talvez não seja uma boa opção.
O que você admira?
Por fim, vale pontuar a questão da admiração. Muitos jovens admiram empresas como Google, Apple, AmBev e Natura que, inclusive, lideraram os rankings de organizações que causam ótimas impressões nos jovens.
Se, por um lado, é importante admirar a empresa em que você trabalha, pois quando você se sente assim, trabalha mais motivado, por outro, é preciso entender de onde vem essa motivação.
Muitos jovens admiram uma ou outra empresa baseados em suas marcas e não necessariamente pelas questões estruturais da organização, o que pode gerar grande frustração. Uma coisa é gostar do produto. enquanto outra bem diferente é ser o empregado da empresa que o produz.
As empresas podem muito bem ter uma marca atraente no mercado, mas ter sérios problemas de gestão. E, além disso, a marca diz muito pouco de como a empresa atua. O Google, por exemplo, é um ambiente onde se valoriza muito a criatividade e a inovação. Portanto, há muita exigência nesse sentido e, se isso não for de interesse do jovem, ele pode não se adaptar.
Para saber das questões estruturais internas da empresa, vale a pena contar com a internet. As redes sociais, por exemplo, são excelentes ferramentas nesse sentido, já que permitem entrar em contato com profissionais de diversas empresas, que podem disponibilizar as informações de que você precisa.
Fonte: Portal InfoMoney